
prender a consciência em panos.
Não rói o osso,
joga sal nesse cantar insosso!

Alguém jamais poderia ignorar um poema desses...rs
Esse é o mal das profundas:
são privadas de curtir o raso.
Por exemplo: eu nesse fim de noite,
doida por um bom amasso,
só tenho proposta com conteúdo.
Inteligência não é tudo
nem ser só carne boa sacia.
Mas o fato é que ele não percebe
que além de poeta, sou plebe.
Sou namorada, mas não todo dia.
Às vezes saio, nesse mar da boiada,
desconfio que perdi os sentimentos.
De papos e olhares, já bem treinada,
desperto mil amores por não amar nada.
Não me deslumbro por querer só momentos
Ele chega como fuga da regra,
mas regra fugida não quer rédia.
Acontece, menino acuado, que
eu também não quero arado.
Sou jardim de paixão pela vida.
Quero só fugir da manada.
Seria só questão de se entregar
e se encontrar comigo em algumas paradas.
É não fugir quando o chama o fogo.
Não há medo de parar
numa simples saída da realidade.
Só há temor em eternidade.
Se você não quer meu convite,
não se preocupe, não desespero.
Apenas gosto de expressar o que quero.
Falando em se afogar, eu sigo:
já tem planos para o domingo?

Vazio. Meu coração está vazio.
Queria escrever um poema,
algo que celebrasse o que sinto,
algo que desabafasse o que sofro.
Mas vazio. Vazio é só o que ouço.
Queria gritar, mas não sei se grito.
Gritar por que, para quem?
Não há motivos. Nas minhas palavras
só o vazio. O vazio de todo sentido.
Queria pensar em algo brilhante,
algo que mudasse o mundo.
Ou ao menos minha face indiferente.
Mas vazio é o que comanda minha mente.
Queria agora, mas não sei se rio.
Rio ou desatino num oceano de sorrisos.
Entretanto o que resta do meu brilho?
Só o vazio. O vazio opaco do sem destino.
Então me cubro e imagino um precipício.
Um lugar onde eu possa jogar esse vazio.
Depois mergulhar minha alma num oceano,
um oceano bem cheio de amanhã.
No amanhã de quem tem todo tempo cheio.
Sem o vazio que não mais cobrirá meu peito.
Para não dizerem que nunca posto poesias de amor, aí vai. Em breve, o devaneios vai se tornar livro. Aguardem mais notícias. Beijos!
Adiós Argentina
Adiós Brasil
Estou indo para a Argentina
Vou me afundar em tangos
Vou me perder na boemia
Adiós Brasil
Quero mais que belas praias
Quero alfajor no café do Palerma
Vou ver o Boca, vou sair de cena
Cansei da mesmice
Desta vida pequena
Mas não se engane, companheiro
Vou voar de coração triste
Minha mente amarrada
Com saudades desta vida mesma
Meu sorriso apertado
Da angústia de não estar plena
Espere que já logo volto
Maior, pelo tempo sozinha
E se pensa que fui para ser mais distante
se engana, fui para ser menos minha
Fui para ser livre tranqüila
E voltar com a verdade convicta
de que sou presa por escolha e ousadia
De que sou sua, para sempre,e não da Argentina
