terça-feira, 4 de setembro de 2007

O Pantanal é agora

O que é o tempo?
Conflitos sociais medidos num relógio
Sorrisos convencionados
num aparelho com bateria
Acabou o momento,
passou da hora a alegria
Essa algema viciante no pulso,
que agora vibra cronometrado
Lembrar, controlar, comparecer
Cada sentido rigorosamente marcado

Os jornais denunciam assassinatos,
novas guerras, conflitos, psicoses
As manchetes falam de novas micoses
doenças, pragas, epidemias
Estranho, mas continuo sadia
E vivo, ando pela rua, tudo normal


Tantas vozes de hora marcada adoecem expectativas
criam flagelos sem sonho, falsas desritmias
E às vezes me perco divagando sobre o nada
Minutos perdidos em lamúrias criadas
Medos, preocupações,
nada real...
Tantas horas....
me renderiam uma boa viagem ao Pantanal

5 comentários:

.Brenda Carolina. disse...

Não vim aqui para dizer que "adorei o texto..." pq já sei q vc não gosta.. hahaha

Muito foda o lance do Pantanal, no meu caso eu colocaria que me renderia uma bela viagem a Bocaina de Minas, já valeu como uma fuga desse esquema amedrontador de horários.

Pq vc não coloca o seu blog no orkut? Lá no profile!

Te amo!

Beijos!

Re-na-tot disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Re-na-tot disse...

Oiiiii,
eu de vez em quando dou uma espiada aqui. Sempre tem algo maneiro, mais papa pra linguá na hora da conversa fora que vale pra dentro.

E aproveitando a deixa entra no meu blog tb.

http://maryshighway.wordpress.com/

mas pode entrar pelo do blogspot tb que ele direciona.

Beijos

Albergaria disse...

Já descobri que você não gosta de comentários desse tipo, mas é invitável... Muito maneiro o texto rs
mas agora vou explicar porque achei maneiro... Adorei as metáforas que usa e a versificação. O desfecho foi perfeito!
Pode crer... Podia estar no pantanal... Mas não adianta não termos um relógio pois o relógio de outrem também nos controla... Não temos saída a não ser que nos isolemos de tudo e todos. Mas mesmo assim, ainda teria um relógio que pra sempre nos seguiria, aliás, nós seguiríamos esse relógio. O relógio corporal... A fome, a vontade de ir ao banheiro, a hora de dormir, de acordar...

É... Não tem jeito. Escravos sempre seremos, só nos resta sermos, pelo menos, escravos felizes.

Diogo disse...

Tempo amigo ou amigo do tempo? Testemunha ocular ou observador desatento? Difícil defini-lo, mesmo porque seria perda de tempo. Ah, o tempo! Dizem que tudo passa com ele e, e assim como o vento, leva e traz todo tipo de sentimento.
(Você escreve bem. Já pensou em viver disso?...rs)
Beijo